{Photos by Tapas na Língua}
{Pois... como eu tinha referido, um fim-de-semana destes, perdi mesmo a cabeça e o juízo...
E a culpada foi a Área (esse local do crime tentador e pecaminoso da decoração, onde fisguei esta mesa que me encheu as medidas, benzódeus).}
Acerca do amor ao nosso ninho... quando esta semana publiquei a receita do Pão Caseiro, uma amiga disse-me:
"Quando tiver uma casa minha, tenho que fazer este pão", ao que lhe respondi: "então, mas podes fazer na mesma, nesta casa onde vives agora". E ela arguiu: "Não. Porque é preciso Amor. :) "
E esta frase disse tudo, mesmo.
Há pessoas que não ligam nenhuma ao lugar em que vivem, estão-se a marimbar, tanto lhes faz como se lhes fez. Quanto a mim, envergo uma insistente mania de mimar o nosso casulo. É tão bom sentirmo-nos integralmente confortáveis e em casa.
Sentir sintonia, paz e vontade de criar um mundo muito especial entre 4 paredes. É o único lugar em que podemos fazer e acontecer, que podemos dizer que é mesmo nosso, e que tem a nossa impressão digital estampada. Em que podemos andar sem roupa, proferir parvoíces em voz alta, levar os devaneios interiores longe demais, andar descalços, fazer o pino de cuecas, despirmos a máscara que (de uma ou outra forma) usamos lá fora, num prazer privado e incessante.
E eu adoro namorá-la. Adoro receber pessoas e que elas se sintam aconchegadas no nosso refúgio.
Quem disse que ficar em casa é coisa de velho? Eu acho que é coisa de quem se trata bem e sabe o que é bom.
Afinal de contas, mi casa es tu casa. E por muito que vá e venha, e dê voltas ao mundo, tenho sempre saudades dela.
"There are only two places in the world where we can live happy: at home and in Paris."
Ernest Hemingway
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